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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O MENINO E A ONÇA DA MONTANHA

No alto de uma montanha, onde é difícil chegar de carro e só se anda a cavalo ou a pé, havia uma casinha pequena onde moravam uma mãe e seu filho André. Lá, haviam ainda muitos animais.
Tinha a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Tinha o galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Tinha ainda o porco, Coité,
A Cachorra Perigosa,
E a onça Zezé,
Que só era vista pelo André.

A mãe de André nunca vira a onça e por isso, sempre sorria quando André dizia que tinha visto o bicho, que ele chamava de Zezé, rondando a casa.  Ele até já estava acostumado com a Zezé andando de um lado para o outro no meio dos arbustos, mas, sempre ficava de olho nela. Afinal, onça é um animal perigoso e podia querer atacá-lo.
Apesar da onça Zezé, tudo corria bem no alto daquela montanha.
O menino André, todos os dias, fazia as suas obrigações antes de ir para a escola. Ele saía da cama bem cedinho, como é de costume na roça, para que, nenhuma de suas obrigações, ficasse por fazer. Os animais faziam um alvoroço danado antes de serem alimentados. A mãe de André não se preocupava com os animais, pois, o menino, cuidava deles direitinho.
Antes de andré sair para a escola, sua mãe sempre lhe perguntava:
_ Fez todo o seu serviço? E André respondia:
Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Dei ração ao porco, Coité,
à Cachorra Perigosa,
E eu sou o menino André.

Depois saía para a escola.

Mas, sua mãe, sem ao menos olhar para André e sem terminar de ouvir o que ele dizia saia andando a fim de cuidar de seus afazeres do dia.
No outro dia, era a mesma coisa. André fazia tudo igualzinho ao dia anterior. Cuidava da alimentação dos animais para acabar com seu alvoroço. E sua mãe novamente lhe perguntava:
_ Fez todo o seu serviço? E André respondia:
Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Dei ração ao porco, Coité,
à Cachorra Perigosa,
E eu sou o menino André.

Depois saía para a escola.

Sua mãe, como de costume, não ouvia direito o que dizia o menino e punha-se à caminho de seus afazeres.

Um dia, porém, aconteceu uma coisa diferente naquela montanha. André levantou-se cedinho para fazer seu serviço e depois ir à escola. Fez tudo como todos os dias  e mamãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:

Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Dei ração ao porco, Coité,
..................................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Quando André terminou o seu relato do dia, sua mãe não lhe ouvia mais, pois, já estava longe. O que será que estava diferente nesse dia? Ah! Ele não deu ração à cachorrinha Perigosa. Onde será que esta estava?

No outro dia, André levantou-se cedinho para fazer seu serviço e depois ir à escola. Lá fora não havia mais tanto alvoroço. Mas, André fez tudo igualzinho e mamãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:

Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

.....................................
....................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

O que será que estava diferente nesse dia? Ah! Ele não deu ração ao porco Coité? Onde será que o porquinho estava?

No outro dia, pela manhã, lá na montanha, já não havia mais tanto barulho. André levantou-se como de costume bem cedo e foi tratar de fazer suas obrigações. Quando terminou, sua mãe lhe perguntou;

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:
Dei capim a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Lá de longe sua mãe ouviu poucas palavras de seu relato, pois, estava a correr para fazer seu serviço. Por isso, não  notou que havia alguma coisa diferente na fala do menino.

Tinha alguma coisa diferente nesse dia? Ah! Ele não deu milho  a pata Que...qué. Onde será que a pata estava?
Mais uma manhã e André acordou cedo, e mesmo sem ouvir muito barulho dos animais lá fora, foi fazer suas obrigações. Quando retornou, sua mãe lhe perguntou?
_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:
Dei capim a égua Salomé
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé
....................................
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Lá de longe ele ouviu a sua mãe dizer. _É, eu sei que você é o menino André.
Mas, como todos os dias, nesse, também tinha alguma coisa diferente? Ah! Ele não deu milho à galinha Formosa. Onde será que a galinha estava?
Outro dia, e tudo igual. Só não estava tão igual como antes porque o lugar estava cada dia mais silencioso. André levantou-se cedinho e fez os seus afazeres, retornou e sua mãe lhe perguntou:
_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:
Dei capim a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

E sua mãe outra vez já estava longe sem ouvir o que dizia o menino.

Mas, havia alguma coisa diferente nesse dia? Ah! Ele não deu milho ao galo Dedé.

Na nova manhã, André levantou-se, assustou-se um pouco com o silêncio e logo foi tratar de suas obrigações. Retornando, sua mãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:

Dei capim a égua Salomé,
E a vaca Mimosa,
.....................................

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Como em todas as outras manhãs, sua mãe apenas ouviu o que André começava a falar e saia andando em busca de seus afazeres.

Havia algo diferente no relato do menino André. O que será? Ah! Ele não deu capim a cabra Mé...mé. Onde será que Mé...mé estava?

Na nova manhã, André acordou e ficou a pensar sobre aquele silêncio terrível que se abatera no lugar, levantou-se e logo foi tratar de suas obrigações. Retornando, sua mãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André só respondeu:

Dei capim a égua Salomé
.....................................
.....................................

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................

eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Nada de novo foi notado por sua mãe que já ia longe cuidando de seu serviço.

Havia alguma coisa diferente também nesse dia? Ah! Ele não deu capim à vaca Mimosa. Onde será que Mimosa estava?

Mais um dia amanheceu na montanha. André abriu seus olhos e o  silêncio da montanha deixou –o arrepiado. Levantou-se e saiu. Retornando, sua mãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André só respondeu:

...................................
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.....................................

.......................................
.....................................
.......................................

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........................................

eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Havia alguma coisa diferente também nesse dia? Ele não deu capim à égua Salomé. Onde será que estava Salomé  e todos os outros animais?

Sua mãe saiu para cuidar de seus afazeres, mas, ficou pensativa, pois, notou que tinha algo diferente naquele dia sem, contudo, descobrir o que era.

E chegou o novo dia. A manhã estava bonita e o sol brilhava por entre as folhas das árvores.  Lá fora havia um silêncio total. André levantou-se no mesmo horário e saiu porta afora. Sua mãe não tivera tempo de lhe oferecer um pouco de café. Logo mais ouviu um barulho e sem ao menos virar-se para ver quem ou o que era, perguntou?

_ Fez todo o seu serviço? E a onça respondeu:

Tinha a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Tinha o galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Tinha ainda o porco, Coité,
A Cachorra Perigosa,
E o menino André.

Comi todos e para sobremesa,
Vou comer você,
eu sou a onça Zezé!

3 comentários:

Anônimo disse...

De Paula para Vanda
Oi...bem feito para a mãe que não teve tempo de ouvir seu filho.Rrrrrrsssss.....
Gostei da história!
Paula

Pro Dany disse...

Oiii Vanda!!! Fiquei super feliz em ter você como amiga. Adorei muito as histórias, hoje vim ler outra. rsrs... Ah!!! depois volto para vim buscar seu link. ainda não arrumei minha barra de rolagem, vou ter que colocar outra. Bjos no coração é um excelente domingo

Anônimo disse...

vanda adorei a sua historia bjs!