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sábado, 17 de janeiro de 2015

A BARATA COMILONA




DIDI ERA UMA BARATA MUITO COMILONA. ERA SÓ VER UMA COMIDA “DANDO SOPA” QUE LÁ IA ELA DAR UMA BELISCADINHA. ELA ATÉ JÁ ESTAVA UM POUCO ACIMA DE SEU PESO. GORDINHA QUE ELA SÓ, DE TANTO COMER AS GULOSEIMAS DESTAMPADAS POR AÍ.
MAS ELA NEM LIGAVA PARA SUAS GORDURINHAS E COMIA CADA VEZ MAIS.
UM DIA ACONTECEU UMA GRANDE FESTA DE ANIVERSÁRIO NA CASA ONDE A BARATA VIVIA ESCONDIDA. NÃO ERA UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO COMUM. ERA UM ANIVERSÁRIO DE UM ANINHO DA MENINA JUJU E ANIVERSÁRIO DE UM ANO É SEMPRE UMA FESTA COM MUITOS DOCES, BOLOS E OUTRAS GOSTOSURAS.
A BARATA NÃO HAVIA SIDO CONVIDADA, É CLARO. MAS, DIANTE DE TANTAS GOSTOSURAS NÃO RESISTIU E ELA MESMA SE CONVIDOU, OU SEJA, FOI DE PENETRA MESMO.
COM TANTAS CRIANÇAS CORRENDO DE UM LADO PARA OUTRO NA FESTA, A BARATA ACREDITOU QUE NINGUÉM ERA PERDER TEMPO OLHANDO PARA O CHÃO E ASSIM NINGUÉM A VERIA. AFINAL, COM TANTAS GOSTOSURAS NÃO HAVIA MAL ALGUM EM TAMBÉM GANHAR UM PEDACINHO DE BOLO.  AINDA MAIS QUE BOLO NÃO FALTAVA. ERA UM BOLO DE CHOCOLATE ENORME E PARECIA DELICIOSO.
ASSIM PENSANDO, A BARATA FEZ DE UM TUDO PARA NÃO SER VISTA PELOS CONVIDADOS COM MEDO DE LEVAR UMA CHINELADA. BARATA TEM HORROR DE CHINELO. CORRENDO DE UM LADO PARA OUTRO PARA NÃO SER PISOTEADA PELOS PRESENTES, ACABOU SUBINDO À MESA CHEGANDO BEM PERTINHO DO BOLO.
LÁ DE CIMA AVISTOU TODOS AS CRIANÇAS QUE FORAM CONVIDADAS JUNTAMENTE COM SEUS PAIS. ESCONDEU-SE DEBAIXO DE UMA GRANDE  FITA COR DE ROSA QUE ESTAVA ENFEITANDO O DELICIOSO BOLO E...
_ NHAM...NHAM...NHAM, QUE DELÍCIA ESTAVA O BOLO!
SEM PERCEBER A BARATINHA EMBAIXO DA FITA, QUE ENFEITAVA O BOLO, A MÃE DE JUJU SERVIU O BOLO PARA TODOS. AS CRIANÇAS COMIAM... COMIAM E SE LAMBUZAVAM DE DOCE. ENQUANTO ISSO, EM CIMA DA MESA E ESCONDIDA PELA FITA COR DE ROSA, A BARATINHA TAMBÉM SE FARTAVA DE BOLO.
COM A CABECINHA ENFIADA DENTRO DO BOLO NÃO PERCEBEU QUE UMA DAS CRIANÇAS VIU SUAS PERNINHAS DE FORA E GRITANDO DEU-LHE UMA CHINELADA VOANDO BARATA E BOLO POR TODO LADO.
POBREZINHA DA BARATA! CAÍDA NO CHÃO, TODA LAMBUZADA DE BOLO, FOI ALVO FÁCIL DE UMA GALINHA QUE LHE DEU UMA BICADA.

E A FESTA CONTINUOU ASSIM...
A GALINHA COMENDO BARATA
A BARATA COMENDO BOLO
E TODO MUNDO COMENDO CACA DE BARATA, ECA!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


A NUVENZINHA NEGRA

ERA UMA VEZ UMA NUVENZINHA QUE SEMPRE FICAVA ESCONDIDINHA NO CÉU. ELA NÃO QUERIA QUE NINGUÉM, MAS, NINGUÉM MESMO, A VISSE. ESSA NUVENZINHA NÃO ERA COMO AS OUTRAS QUE PARECIAM UM CHUMAÇO DE ALGODÃO, FLOCOS DE NEVE OU PELO DE OVELHA. ELA ERA UMA NUVEM MUITO ESCURA, TÃO ESCURA QUE À NOITE, NO CANTINHO ONDE ELA SE ESCONDIA, NADA SE VIA NO CÉU, NEM AS ESTRELAS, NEM A LUA E MUITO MENOS O CÉU ACIMA DELA. ELA ERA NEGRA COMO A SOMBRA AO FECHARMOS OS NOSSOS OLHOS.

QUANDO O DIA ESTAVA CLARO, A NUVEM FICAVA OBSERVANDO AO LONGE COMO AS OUTRAS, AS NUVENZINHAS BRANCAS, DESLIZAVAM PELO CÉU EMPURRADAS PELO VENTO. O REFLEXO DO SOL FORTE, NAS NUVENS BRANQUINHAS, DOÍA OS OLHOS QUANDO SE OLHAVA MUITO PARA ELAS. AS NUVENZINHAS BRANCAS, PORÉM, NEM LIGAVAM PARA O SOL FORTE E PARECIAM TÃO FELIZES BRINCANDO ASSIM, UMAS COM AS OUTRAS. A NUVENZINHA NEGRA BEM QUE JÁ TENTARA BRINCAR COM SUAS AMIGAS BRANQUINHAS, MAS, ELA ERA TÃO PESADA QUE NÃO CONSEGUIA DESLIZAR COMO SUAS AMIGAS. O VENTO ATÉ QUE A EMPURRAVA, MAS ELA SE MOVIA DEVAGAR POR CONTA DE SEU PESO. ELA SEMPRE SE PERGUNTAVA:

_ POR QUE SERÁ QUE SOU NEGRA E PESADA E MINHAS AMIGAS SÃO TÃO BRANQUINHAS E LEVES? AI...AI...AI...QUERIA TANTO SER COMO ELAS! PODER DESLIZAR PELO CÉU PARA LÁ E PARA CÁ, EMPURRADA PELO VENTO.

MUITAS VEZES, DE SEU ESCONDERIJO NO CANTINHO DO CÉU, ELA PODIA OUVIR AS CRIANÇAS, LÁ NA TERRA, QUE FICAVAM DEITADAS, COM OS OLHOS VOLTADOS PARA O CÉU, OLHANDO PARA AS NUVENS BRANQUINHAS. UMAS CRIANÇAS DIZIAM QUE AS SUAS AMIGAS PARECIAM UM SORVETE, OUTRAS QUE ELAS PARECIAM ALGODÃO DOCE, OUTRAS AINDA DIZIAM QUE ERAM TODAS COMO MONTINHOS DE ALGODÃO. MAS, PARA ELA, A NUVENZINHA NEGRA, NENHUMA CRIANÇA NUNCA OLHAVA. POR ISSO, ELA PREFERIA FICAR ALÍ, NO SEU CANTINHO DO CÉU, PARA QUE NINGUÉM A VISSE MESMO.

ACONTECE QUE, UM DIA, ELA OUVIU ALGUÉM DIZER LÁ DA TERRA.

_ ONDE ESTÁ A NUVENZINHA NEGRA? ELA SUMIU DO CÉU. SERÁ QUE NÃO VAI APARECER MAIS?

A NUVEM NEGRA NÃO ENTENDEU PORQUE ESTAVAM PROCURANDO POR ELA LÁ DA TERRA E POR ISSO, ESCONDEU-SE MAIS AINDA PARA QUE NINGUÉM A VISSE.

OS DIAS FORAM PASSANDO E AS NUVENZINHAS BRANCAS SE ESPALHAVAM AINDA MAIS PELO CÉU. O CÉU PARECIA ESTAR CHEINHO DE FLOCOS DE NEVE BRINCANDO AO SABOR DO VENTO. SÓ QUE AS CRIANÇAS QUE ANTES, LÁ EM BAIXO NA TERRA PARECIAM FELIZES BRINCANDO DE OLHAR AS NUVENZINHAS BRANCAS, NÃO PARECIAM TÃO FELIZES COMO ANTES. PARECIAM PROCURAR ALGUMA COISA NO CÉU, MAS, NÃO ERAM POR SUAS AMIGUINHAS BRANQUINHAS. AS CRIANÇAS TINHAM UM OLHAR TRISTE. A NUVENZINHA NEGRA NÃO PODIA ENTENDER O QUE ESTAVA ACONTECENDO. ALGUMA COISA MUDARA. MAS, POR QUE SERIA?

CERTA MANHÃ, AO ACORDAR BEM CEDINHO E OLHAR PARA A TERRA, ELA OUVIU UM TRISTE LAMENTO.

_ OH! NUVENZINHA NEGRA! ONDE VOCÊ SE ESCONDEU?

A NUVENZINHA NEGRA FICOU MUITO ASSUSTADA E SE ENCOLHEU TODA NO SEU CANTINHO. COMO O LAMENTO LÁ NA TERRA CONTINUAVA, ELA SAIU DEVAGARINHO DO SEU CANTINHO E RESOLVEU DAR UMA OLHADINHA NA TERRA PARA VER QUEM PROCURAVA POR ELA, LÁ NO CÉU.

ENTÃO, DO SEU ESCONDERIJO, ELA VIU UMA LINDA MENINA DE OLHOS NEGROS E PELE AINDA MAIS NEGRA QUE BRILHAVAM AO REFLEXO DO SOL.  O SOL NAQUELA MANHÃ PARECIA ESTAR AINDA MAIS QUENTE DO QUE NOS OUTROS DIAS. MESMO COM O SOL FORTE A LHE OFUSCAR OS OLHOS, A NUVENZINHA PODE PERCEBER QUE A MENINA DEIXAVA ESCORRER UMA LÁGIMA POR SUA FACE.

ENTÃO ELA FICOU AINDA MAIS INTRIGADA. POR QUE SERÁ QUE A MENINA CHORAVA E OLHAVA PARA O CÉU PROCURANDO POR ELA?

PARECENDO RESPONDER AO QUE A NUVENZINHA NEGRA TANTO QUERIA SABER, A MENINA LÁ DA TERRA DISSE:

_OH NUVENZINHA NEGRA, POR FAVOR, APAREÇA E FAÇA CHOVER. AS PLANTINHAS ESTÃO TÃO TRISTES E SE VOCÊ NÃO APARECER, COM CERTEZA, MORRERÃO.

ENTÃO A NUVENZINHA ENTENDEU O QUE A MENINA QUERIA. ELA ESPERVA QUE A NUVENZINHA ESCURA, NEGRA, APARECESSE E FIZESSE CHOVER MOLHANDO AS PLANTINHAS DA TERRA. ELA ENTENDEU ENTÃO PORQUE ERA TÃO NEGRA. ELA ERA UMA NUVEM DE CHUVA!

RESOLVEU SAIR DEPRESSA DO SEU ESCONDERIJO E DERRAMAR SOBRE A TERRA UMA CHUVA BEM MANSA E GOSTOSA PARA DEIXAR AQUELA MENINA FELIZ. E ASSIM, FEZ! ABRIU AS SUAS TORNEIRINHAS DEIXANDO CAIR SOBRE A TERRA OS PRIMEIROS PINGOS DE CHUVA. A MENINA LÁ DA TERRA COMEÇOU A CHAMAR SEUS AMIGUINHOS E TODOS CORRIAM FELIZES DE UM LADO PARA OUTRO TOMANDO UM DELICIOSO BANHO DE CHUVA. A NUVENZINHA FICOU MUITO FELIZ POR SE SENTIR ÚTIL E ENTENDEU QUE CADA NUVENZINHA TEM SEU VALOR, SEJA ELA BRANQUINHA COMO A NEVE OU NEGRA COMO A NOITE SEM LUAR E ELA, MAIS QUE NENHUMA OUTRA, ERA MUITO QUERIDA POR TODOS DA TERRA, POIS ELA FAZIA CHOVER MOLHANDO AS PLANTAS PARA CRESCEREM FORTES E PRODUZIR ALIMENTO PARA TODAS AS PESSOAS.

E ASSIM, A NUVENZINHA NEGRA NUNCA MAIS SE ESCONDEU. ELA QUERIA SEMPRE SER VISTA POR TODOS E PASSOU A TER MUITO ORGULHO DE SUA COR.
AUTORIA: VANDA BERGER

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

OS COMILÕES

ERA UMA VEZ UM RATO QUE VIVIA ROUBANDO QUEIJO, ONDE QUER QUE O ACHASSE. UM DIA ENCONTROU UM PEDAÇO QUE ESTAVA BEM NO FUNDO DE UM PANELÃO, NA CASA DA VOVÓ. QUANDO ESTAVA QUASE APANHANDO O QUEIJO, O PANELÃO VIROU DEIXANDO O RATINHO PRESO DEBAIXO DELE, COM SEU RABINHO DE FORA. MAS, ELE NÃO SOLTOU O QUEIJO. NAQUELA CONFUSÃO TODA NÃO VIU UMA COBRA QUE SE APROXIMAVA ABOCANHANDO-O DE UMA SÓ VEZ,  CONTORCENDO-SE DE ALEGRIA PARA ENGOLI-LO. QUE CENA INUSITADA!

A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

ENTRETANTO, MESMO CONTORCENDO-SE TODA, A COBRA NÃO CONSEGUIA RETIRAR O RATO  DEBAIXO DO PANELÃO. NA CONFUSÃO, NÃO VIU A CORUJA QUE APARECEU E DE UMA BICADA QUIS ENGOLI-LA DE UMA SÓ VEZ.  QUE CENA INUSITADA!

A CORUJA MORDENDO A COBRA,
A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

O GATO DA VOVÓ VENDO A CORUJA DANDO SOPA NO CHÃO, FOI DE MANSINHO PARA PEGÁ-LA. A CORUJA NÃO PERCEBEU O GATO SE APROXIMANDO. O GATINHO DEU-LHE UMA BOCADA QUERENDO DEVORÁ-LA, BALANÇANDO ALEGREMENTE O SEU RABINHO. QUE CENA INUSITADA!
O GATO MORDENDO A CORUJA
A CORUJA MORDENDO A COBRA,
A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

MAS, O GATO NÃO CONTAVA COM UM CÃO QUE IA PASSANDO VENDO-O A BALANÇAR O SEU RABINHO. O CÃO DEU UM SALTO ABOCANHANDO O PROBRE GATINHO. QUE CENA INUSITADA!

O CÃO MORDENDO O GATO
O GATO MORDENDO A CORUJA
A CORUJA MORDENDO A COBRA,
A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

VOVÓ, OUVINDO AQUELA BAGUNÇA TODA, FOI DAR UMA OLHADA QUERENDO SABER O QUE ESTAVA ACONTECENDO. MAS, O QUE É ISSO? - EXCLAMOU VOVÓ!

MEU QUEIJO NA BOCA DO RATO
O RATO NA BOCA DA COBRA
A COBRA NA BOCA DO GATO
O GATO NA BOCA DO CÃO.
E O PANELÃO JOGADO NO CHÃO!

VOVÓ PEGOU A VASSOURA PRONTA PARA ESPANTAR OS COMILÕES. E SABEM QUEM LEVOU A PIOR? CLARO QUE FOI O CÃO. VOVÓ DEU-LHE UMA VASSOURADA NO BUMBUM,  QUE ACABOU COM TODA A CONFUSÃO.
O CÃO SOLTOU O GATO,
QUE SOLTOU A CORUJA,
QUE SOLTOU A COBRA,
QUE SOLTOU O RATO,
QUE SOLTOU O QUEIJO,
QUE ESTAVA NO PANELÃO.

MAS, POBRE VOVÓ! O QUEIJO NÃO PODE APROVEITAR. ESTAVA TÃO SUJO E LAMBUZADO QUE PRECISOU SER JOGADO FORA. COM A RAIVA QUE ESTAVA, VOVÓ NÃO PRESTOU NEM ATENÇÃO AO QUE FAZIA. JOGOU O QUEIJO PARA TRÁS E FOI PARA DENTRO DE CASA RESMUNGANDO.
_ QUE BICHARADA MAIS DANADA! PENA QUE SÓ O CÃO LEVOU UMA RABANADA DA VASSOURA .

ESPEREM...ESPEREM...QUEM PENSOU QUE OS BAGUNCEIROS HAVIAM FUGIDO, ENGANOU-SE. MAL VOVÓ ENTROU EM CASA, O RATO APARECEU CORRENDO PARA PEGAR AQUELE QUEIJINHO. ENTÃO...TUDO RECOMEÇOU!

O QUEIJO FOI PARAR NA BARRIGA DO RATO,
QUE FOI PARAR NA BARRIGA DA COBRA,
QUE VIROU COMIDA DE CORUJA,
QUE FOI COMIDA PELO GATO,
QUE LEVOU UMA MORDIDA DO CÃO.
ACABANDO COM A CONFUSÃO!

E O CÃO?
AH! ESTE DORMIU EM PÉ POR MUITO TEMPO POR CAUSA DA VASSOURADA QUE A VOVÓ DEU NO SEU BUMBUMZÃO!

Autoria: Vanda Berger

domingo, 29 de janeiro de 2012

O SAPINHO FUJÃO

ERA UMA VEZ UM SAPINHO,
QUE SÓ DE FUGIR DA SUA LAGOA FALAVA
MESMO ENTRE MIL BEIJINHOS
MAMÃE BOAS BRONCAS LHE DAVA

MAS, O SAPINHO NÃO LIGAVA
E DE LAGOA EM LAGOA, PULAVA
QUANDO SE DEU CONTA
BEM LONGE DE SUA CASA JÁ ESTAVA.

E A NOITE CHEGOU,
AO LONGE JÁ SE OUVIA
A CORUJA A PIAR,
OS SAPOS A COAXAR,
MAS, E O SAPINHO?
SUA LAGOA NÃO SABIA ACHAR.

OS BICHOS DA NOITE COMEÇAM A VAGUEAR
E ENCONTROU UM GRILO A CRICRILAR,
SENHOR GRILO,
PODE A MINHA CASA ME LEVAR?
MAS, O GRILO NÃO PODIA
COITADO DO SAPINHO...

 
O GRILO NÃO PODIA,
O SAPINHO NÃO SABIA.
E LOGO O TATU FOI PERGUNTAR
PODE A MINHA CASA ME LEVAR?
O TATU NÃO QUERIA.
COITADO DO SAPINHO...
O TATU NÃO QUERIA,
O GRILO NÃO PODIA,
O SAPINHO NÃO SABIA.

ENCONTROU O MORCEGO A VOAR
PODE A MINHA CASA ME LEVAR?
MAS, O MORCEGO NÃO DEVIA,
COITADO DO SAPINHO...

O MORCEGO NÃO DEVIA,
O TATU NÃO QUERIA,
 
O GRILO NÃO PODIA,
O SAPINHO NÃO SABIA.
ENTÃO UMA COBRA FOI ACHAR
PODE A MINHA CASA ME LEVAR?
E A COBRA, ...CLARO QUE IRIA...
COITADO DO SAPINHO...

O MORCEGO NÃO DEVIA,
O TATU NÃO QUERIA,
O GRILO NÃO PODIA,
E O SAPINHO NÃO SABIA,
QUE A BARRIGA DA COBRA ENCHIA.


AUTORIA: VANDA BERGER

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 
A contação de histórias tem, por vezes, diferentes objetivos em relação à leitura de uma história e por isso deve levar em consideração todos os fatores que podem interferir positivamente ou negativamente no processo da contação. Para as crianças, ouvir  histórias na infância leva à interiorização de um mundo de enredos, personagens, situações, problemas e soluções, que proporciona às crianças um enorme enriquecimento pessoal e contribui para a formação de estruturas mentais que lhes permitirão compreender melhor e mais rapidamente não só as histórias escritas como os acontecimentos do seu dia -a -dia. A partir de histórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência da vida real.

Atualmente, com a crescente competitividade e necessária inserção no mercado de trabalho, as famílias não tem tido tempo suficiente para se dedicarem aos filhos. Por isso, a maioria das crianças não tem oportunidade de ouvir histórias no seio familiar. Cabe à  escola e principalmente a fase da Educação Infantil, assegurar que lhes não falte essa experiência tão enriquecedora e tão importante para a aprendizagem da leitura.

Algumas dicas para um bom contador de histórias.

* A escolha da história deve ser feita previamente, de acordo com a faixa etária a ser atendida. Contudo, um bom contador de histórias tem que saber adaptar-se ao público. Esse ajuste é feito ao vivo, de uma forma rápida e quase imperceptível.
* Se a assistência se distrai, há que mudar o relato, abreviando o enredo, introduzindo novas peripécias, criando suspense. Se a assistência se mostra fascinada, vale a pena prolongar o efeito e ir adiando o desfecho.
*A mesma narrativa terá de apresentar cambiantes conforme a idade das crianças e as características dos vários grupos.

Sugestões de atividades

* Conte sobretudo histórias que conheça bem e de que goste.
* Identifique previamente os acontecimentos-chave para os apresentar de forma clara e sugestiva.
* Conte a história como se estivesse a vê-la desenrolar-se por cenas.
* Ensaie em casa, em frente ao espelho, ou diante de pessoas que lhe possam dar um feedback.
* Observe as reações das crianças enquanto conta a história para poder fazer os ajustes necessários. Pode, por exemplo, aligeirar uma situação se as crianças estão assustadas ou torná-la mais dramática para envolver emocionalmente os ouvintes.
* Sempre que possível envolva as crianças no relato.
* Se as crianças exigirem que torne a contar a mesma história, deve considerar que a atividade foi um êxito.
Como envolver as crianças no relato

* Pedir às crianças que:

- repitam frases;

-façam os gestos adequados para sublinharem a ação;

- emitam os sons que a história refere (vento, bater à porta, etc.).

* Suscitar antecipações, perguntando: O que é que acham que vai acontecer a seguir?
* Suscitar o reconto em grupo, sobretudo com os alunos mais velhos.

Como suscitar o reconto em grupo

* Um ou dois alunos ajudam o educador.
* A história vai sendo contada pelas crianças e o Educador só interfere quando necessário.
* As crianças contam a história em grupos de dois ajudando-se mutuamente.
* Uma turma conta a história a outra turma.
* Cada criança escolhe o momento preferido e conta-a em pormenor acrescentando o que quiser.
* As crianças são convidadas a contar a história muito rapidamente e referindo apenas o essencial.

Contar histórias é uma arte. Muitas pessoas têm um dom especial para esta tarefa. Mas isso não significa que pessoas sem esse dom excepcional não possam tornar-se bons contadores de histórias. Com algum treinamento e alguns recursos práticos qualquer pessoa é capaz de transmitir com segurança e entusiasmo o conteúdo de uma história para pequenos.