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domingo, 8 de abril de 2012

OS COMILÕES

ERA UMA VEZ UM RATO QUE VIVIA ROUBANDO QUEIJO, ONDE QUER QUE O ACHASSE. UM DIA ENCONTROU UM PEDAÇO QUE ESTAVA BEM NO FUNDO DE UM PANELÃO, NA CASA DA VOVÓ. QUANDO ESTAVA QUASE APANHANDO O QUEIJO, O PANELÃO VIROU DEIXANDO O RATINHO PRESO DEBAIXO DELE, COM SEU RABINHO DE FORA. MAS, ELE NÃO SOLTOU O QUEIJO. NAQUELA CONFUSÃO TODA NÃO VIU UMA COBRA QUE SE APROXIMAVA ABOCANHANDO-O DE UMA SÓ VEZ,  CONTORCENDO-SE DE ALEGRIA PARA ENGOLI-LO. QUE CENA INUSITADA!

A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

ENTRETANTO, MESMO CONTORCENDO-SE TODA, A COBRA NÃO CONSEGUIA RETIRAR O RATO  DEBAIXO DO PANELÃO. NA CONFUSÃO, NÃO VIU A CORUJA QUE APARECEU E DE UMA BICADA QUIS ENGOLI-LA DE UMA SÓ VEZ.  QUE CENA INUSITADA!

A CORUJA MORDENDO A COBRA,
A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

O GATO DA VOVÓ VENDO A CORUJA DANDO SOPA NO CHÃO, FOI DE MANSINHO PARA PEGÁ-LA. A CORUJA NÃO PERCEBEU O GATO SE APROXIMANDO. O GATINHO DEU-LHE UMA BOCADA QUERENDO DEVORÁ-LA, BALANÇANDO ALEGREMENTE O SEU RABINHO. QUE CENA INUSITADA!
O GATO MORDENDO A CORUJA
A CORUJA MORDENDO A COBRA,
A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

MAS, O GATO NÃO CONTAVA COM UM CÃO QUE IA PASSANDO VENDO-O A BALANÇAR O SEU RABINHO. O CÃO DEU UM SALTO ABOCANHANDO O PROBRE GATINHO. QUE CENA INUSITADA!

O CÃO MORDENDO O GATO
O GATO MORDENDO A CORUJA
A CORUJA MORDENDO A COBRA,
A COBRA MORDENDO O RATO
O RATO MORDENDO O QUEIJO
QUE ESTAVA NO PANELÃO!

VOVÓ, OUVINDO AQUELA BAGUNÇA TODA, FOI DAR UMA OLHADA QUERENDO SABER O QUE ESTAVA ACONTECENDO. MAS, O QUE É ISSO? - EXCLAMOU VOVÓ!

MEU QUEIJO NA BOCA DO RATO
O RATO NA BOCA DA COBRA
A COBRA NA BOCA DO GATO
O GATO NA BOCA DO CÃO.
E O PANELÃO JOGADO NO CHÃO!

VOVÓ PEGOU A VASSOURA PRONTA PARA ESPANTAR OS COMILÕES. E SABEM QUEM LEVOU A PIOR? CLARO QUE FOI O CÃO. VOVÓ DEU-LHE UMA VASSOURADA NO BUMBUM,  QUE ACABOU COM TODA A CONFUSÃO.
O CÃO SOLTOU O GATO,
QUE SOLTOU A CORUJA,
QUE SOLTOU A COBRA,
QUE SOLTOU O RATO,
QUE SOLTOU O QUEIJO,
QUE ESTAVA NO PANELÃO.

MAS, POBRE VOVÓ! O QUEIJO NÃO PODE APROVEITAR. ESTAVA TÃO SUJO E LAMBUZADO QUE PRECISOU SER JOGADO FORA. COM A RAIVA QUE ESTAVA, VOVÓ NÃO PRESTOU NEM ATENÇÃO AO QUE FAZIA. JOGOU O QUEIJO PARA TRÁS E FOI PARA DENTRO DE CASA RESMUNGANDO.
_ QUE BICHARADA MAIS DANADA! PENA QUE SÓ O CÃO LEVOU UMA RABANADA DA VASSOURA .

ESPEREM...ESPEREM...QUEM PENSOU QUE OS BAGUNCEIROS HAVIAM FUGIDO, ENGANOU-SE. MAL VOVÓ ENTROU EM CASA, O RATO APARECEU CORRENDO PARA PEGAR AQUELE QUEIJINHO. ENTÃO...TUDO RECOMEÇOU!

O QUEIJO FOI PARAR NA BARRIGA DO RATO,
QUE FOI PARAR NA BARRIGA DA COBRA,
QUE VIROU COMIDA DE CORUJA,
QUE FOI COMIDA PELO GATO,
QUE LEVOU UMA MORDIDA DO CÃO.
ACABANDO COM A CONFUSÃO!

E O CÃO?
AH! ESTE DORMIU EM PÉ POR MUITO TEMPO POR CAUSA DA VASSOURADA QUE A VOVÓ DEU NO SEU BUMBUMZÃO!

Autoria: Vanda Berger

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 
A contação de histórias tem, por vezes, diferentes objetivos em relação à leitura de uma história e por isso deve levar em consideração todos os fatores que podem interferir positivamente ou negativamente no processo da contação. Para as crianças, ouvir  histórias na infância leva à interiorização de um mundo de enredos, personagens, situações, problemas e soluções, que proporciona às crianças um enorme enriquecimento pessoal e contribui para a formação de estruturas mentais que lhes permitirão compreender melhor e mais rapidamente não só as histórias escritas como os acontecimentos do seu dia -a -dia. A partir de histórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência da vida real.

Atualmente, com a crescente competitividade e necessária inserção no mercado de trabalho, as famílias não tem tido tempo suficiente para se dedicarem aos filhos. Por isso, a maioria das crianças não tem oportunidade de ouvir histórias no seio familiar. Cabe à  escola e principalmente a fase da Educação Infantil, assegurar que lhes não falte essa experiência tão enriquecedora e tão importante para a aprendizagem da leitura.

Algumas dicas para um bom contador de histórias.

* A escolha da história deve ser feita previamente, de acordo com a faixa etária a ser atendida. Contudo, um bom contador de histórias tem que saber adaptar-se ao público. Esse ajuste é feito ao vivo, de uma forma rápida e quase imperceptível.
* Se a assistência se distrai, há que mudar o relato, abreviando o enredo, introduzindo novas peripécias, criando suspense. Se a assistência se mostra fascinada, vale a pena prolongar o efeito e ir adiando o desfecho.
*A mesma narrativa terá de apresentar cambiantes conforme a idade das crianças e as características dos vários grupos.

Sugestões de atividades

* Conte sobretudo histórias que conheça bem e de que goste.
* Identifique previamente os acontecimentos-chave para os apresentar de forma clara e sugestiva.
* Conte a história como se estivesse a vê-la desenrolar-se por cenas.
* Ensaie em casa, em frente ao espelho, ou diante de pessoas que lhe possam dar um feedback.
* Observe as reações das crianças enquanto conta a história para poder fazer os ajustes necessários. Pode, por exemplo, aligeirar uma situação se as crianças estão assustadas ou torná-la mais dramática para envolver emocionalmente os ouvintes.
* Sempre que possível envolva as crianças no relato.
* Se as crianças exigirem que torne a contar a mesma história, deve considerar que a atividade foi um êxito.
Como envolver as crianças no relato

* Pedir às crianças que:

- repitam frases;

-façam os gestos adequados para sublinharem a ação;

- emitam os sons que a história refere (vento, bater à porta, etc.).

* Suscitar antecipações, perguntando: O que é que acham que vai acontecer a seguir?
* Suscitar o reconto em grupo, sobretudo com os alunos mais velhos.

Como suscitar o reconto em grupo

* Um ou dois alunos ajudam o educador.
* A história vai sendo contada pelas crianças e o Educador só interfere quando necessário.
* As crianças contam a história em grupos de dois ajudando-se mutuamente.
* Uma turma conta a história a outra turma.
* Cada criança escolhe o momento preferido e conta-a em pormenor acrescentando o que quiser.
* As crianças são convidadas a contar a história muito rapidamente e referindo apenas o essencial.

Contar histórias é uma arte. Muitas pessoas têm um dom especial para esta tarefa. Mas isso não significa que pessoas sem esse dom excepcional não possam tornar-se bons contadores de histórias. Com algum treinamento e alguns recursos práticos qualquer pessoa é capaz de transmitir com segurança e entusiasmo o conteúdo de uma história para pequenos.