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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O MENINO E A ONÇA DA MONTANHA

No alto de uma montanha, onde é difícil chegar de carro e só se anda a cavalo ou a pé, havia uma casinha pequena onde moravam uma mãe e seu filho André. Lá, haviam ainda muitos animais.
Tinha a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Tinha o galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Tinha ainda o porco, Coité,
A Cachorra Perigosa,
E a onça Zezé,
Que só era vista pelo André.

A mãe de André nunca vira a onça e por isso, sempre sorria quando André dizia que tinha visto o bicho, que ele chamava de Zezé, rondando a casa.  Ele até já estava acostumado com a Zezé andando de um lado para o outro no meio dos arbustos, mas, sempre ficava de olho nela. Afinal, onça é um animal perigoso e podia querer atacá-lo.
Apesar da onça Zezé, tudo corria bem no alto daquela montanha.
O menino André, todos os dias, fazia as suas obrigações antes de ir para a escola. Ele saía da cama bem cedinho, como é de costume na roça, para que, nenhuma de suas obrigações, ficasse por fazer. Os animais faziam um alvoroço danado antes de serem alimentados. A mãe de André não se preocupava com os animais, pois, o menino, cuidava deles direitinho.
Antes de andré sair para a escola, sua mãe sempre lhe perguntava:
_ Fez todo o seu serviço? E André respondia:
Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Dei ração ao porco, Coité,
à Cachorra Perigosa,
E eu sou o menino André.

Depois saía para a escola.

Mas, sua mãe, sem ao menos olhar para André e sem terminar de ouvir o que ele dizia saia andando a fim de cuidar de seus afazeres do dia.
No outro dia, era a mesma coisa. André fazia tudo igualzinho ao dia anterior. Cuidava da alimentação dos animais para acabar com seu alvoroço. E sua mãe novamente lhe perguntava:
_ Fez todo o seu serviço? E André respondia:
Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Dei ração ao porco, Coité,
à Cachorra Perigosa,
E eu sou o menino André.

Depois saía para a escola.

Sua mãe, como de costume, não ouvia direito o que dizia o menino e punha-se à caminho de seus afazeres.

Um dia, porém, aconteceu uma coisa diferente naquela montanha. André levantou-se cedinho para fazer seu serviço e depois ir à escola. Fez tudo como todos os dias  e mamãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:

Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Dei ração ao porco, Coité,
..................................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Quando André terminou o seu relato do dia, sua mãe não lhe ouvia mais, pois, já estava longe. O que será que estava diferente nesse dia? Ah! Ele não deu ração à cachorrinha Perigosa. Onde será que esta estava?

No outro dia, André levantou-se cedinho para fazer seu serviço e depois ir à escola. Lá fora não havia mais tanto alvoroço. Mas, André fez tudo igualzinho e mamãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:

Dei capim  a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

.....................................
....................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

O que será que estava diferente nesse dia? Ah! Ele não deu ração ao porco Coité? Onde será que o porquinho estava?

No outro dia, pela manhã, lá na montanha, já não havia mais tanto barulho. André levantou-se como de costume bem cedo e foi tratar de fazer suas obrigações. Quando terminou, sua mãe lhe perguntou;

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:
Dei capim a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé,
a galinha Formosa,
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Lá de longe sua mãe ouviu poucas palavras de seu relato, pois, estava a correr para fazer seu serviço. Por isso, não  notou que havia alguma coisa diferente na fala do menino.

Tinha alguma coisa diferente nesse dia? Ah! Ele não deu milho  a pata Que...qué. Onde será que a pata estava?
Mais uma manhã e André acordou cedo, e mesmo sem ouvir muito barulho dos animais lá fora, foi fazer suas obrigações. Quando retornou, sua mãe lhe perguntou?
_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:
Dei capim a égua Salomé
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Dei milho ao galo Dedé
....................................
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Lá de longe ele ouviu a sua mãe dizer. _É, eu sei que você é o menino André.
Mas, como todos os dias, nesse, também tinha alguma coisa diferente? Ah! Ele não deu milho à galinha Formosa. Onde será que a galinha estava?
Outro dia, e tudo igual. Só não estava tão igual como antes porque o lugar estava cada dia mais silencioso. André levantou-se cedinho e fez os seus afazeres, retornou e sua mãe lhe perguntou:
_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:
Dei capim a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

E sua mãe outra vez já estava longe sem ouvir o que dizia o menino.

Mas, havia alguma coisa diferente nesse dia? Ah! Ele não deu milho ao galo Dedé.

Na nova manhã, André levantou-se, assustou-se um pouco com o silêncio e logo foi tratar de suas obrigações. Retornando, sua mãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André respondeu:

Dei capim a égua Salomé,
E a vaca Mimosa,
.....................................

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................
E eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Como em todas as outras manhãs, sua mãe apenas ouviu o que André começava a falar e saia andando em busca de seus afazeres.

Havia algo diferente no relato do menino André. O que será? Ah! Ele não deu capim a cabra Mé...mé. Onde será que Mé...mé estava?

Na nova manhã, André acordou e ficou a pensar sobre aquele silêncio terrível que se abatera no lugar, levantou-se e logo foi tratar de suas obrigações. Retornando, sua mãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André só respondeu:

Dei capim a égua Salomé
.....................................
.....................................

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................

eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Nada de novo foi notado por sua mãe que já ia longe cuidando de seu serviço.

Havia alguma coisa diferente também nesse dia? Ah! Ele não deu capim à vaca Mimosa. Onde será que Mimosa estava?

Mais um dia amanheceu na montanha. André abriu seus olhos e o  silêncio da montanha deixou –o arrepiado. Levantou-se e saiu. Retornando, sua mãe lhe perguntou:

_ Fez todo o seu serviço? E André só respondeu:

...................................
.....................................
.....................................

.......................................
.....................................
.......................................

........................................
........................................

eu sou o menino André.

Depois saiu para a escola.

Havia alguma coisa diferente também nesse dia? Ele não deu capim à égua Salomé. Onde será que estava Salomé  e todos os outros animais?

Sua mãe saiu para cuidar de seus afazeres, mas, ficou pensativa, pois, notou que tinha algo diferente naquele dia sem, contudo, descobrir o que era.

E chegou o novo dia. A manhã estava bonita e o sol brilhava por entre as folhas das árvores.  Lá fora havia um silêncio total. André levantou-se no mesmo horário e saiu porta afora. Sua mãe não tivera tempo de lhe oferecer um pouco de café. Logo mais ouviu um barulho e sem ao menos virar-se para ver quem ou o que era, perguntou?

_ Fez todo o seu serviço? E a onça respondeu:

Tinha a égua Salomé,
a vaca Mimosa,
e a cabra Mé...mé.

Tinha o galo Dedé,
a galinha Formosa,
e a pata Que ...qué.

Tinha ainda o porco, Coité,
A Cachorra Perigosa,
E o menino André.

Comi todos e para sobremesa,
Vou comer você,
eu sou a onça Zezé!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MENTIRA TEM PÉ CURTO

ERA UMA VEZ UM SAPINHO MUITO SAPECA QUE VIVIA CONTANDO MENTIRAS. ENGANAVA SEUS AMIGOS INVENTANDO COISAS E FAZENDO ESTRIPULIAS. UM DIA, INVENTOU QUE NÃO ERA UM SAPO E SIM UM PRÍNCIPE QUE HAVIA SIDO ENFEITIÇADO POR UMA BRUXA. FOI UMA CONFUSÃO NA FLORESTA. TODOS QUERIAM CONHECER O SAPINHO QUE NA VERDADE ERA UM PRÍNCIPE. A DONA ONÇA TAMBÉM FICOU SABENDO DA HISTÓRIA. ONÇA NÃO COME SAPO, MAS, COME GENTE E PRINCÍPE É GENTE.
DONA ONÇA FOI ATRÁS DO SAPINHO E QUANDO O ENCONTROU POR POUCO NÃO O DEVOROU. SORTE DO SAPINHO QUE SUA MÃE ESTAVA POR PERTO E DESMENTIU A HISTÓRIA TODA. MAMÃE SAPO DISSE PARA A DONA ONÇA:
_SENHORA ONÇA, NÃO TE LEMBRAS DE QUANDO MEU SAPINHO NASCEU? ESTAVAS A BEIRA DA LAGOA TOAMANDO ÁGUA QUANDO ELE SAIU A NADAR COM SUA CAUDA A BALANÇAR!
REALMENTE A DONA ONÇA LEMBROU-SE DO DIA, POIS, A MAMÃE SAPO ESTAVA TÃO CONTENTE, A COAXAR, NA BEIRA DA LAGOA, QUE ATÉ LHE INCOMODOU. ASSIM, A ONÇA DESISTIU DE ENGOLIR O SAPINHO QUE, DE PRÍNCIPE NÃO TINHA NADA.
A MAMÃE SAPO FICOU MUITO ZANGADA COM O SAPINHO SAPECA E DISSE QUE ELE NÃO PODIA FICAR MENTINDO, POIS, UM DIA IA SE DAR MAL. ELA DIZIA SEMPRE:
_OLHA MEU FILHO, SUA MÃE NÃO MENTE. POR QUE VOCÊ VIVE FAZENDO ESSAS CONFUSÕES? VOCÊ VAI ACABAR SE DANDO MAL.
MAS, O SAPINHO NÃO OUVIA OS CONSELHOS DE SUA MÃE E CONTINUAVA COM AS SUAS MENTIRAS. UM DIA ELE ESTAVA A PULAR NA LAGOA, DAQUI PARA ALI E DE LÁ PARA CÁ, QUANDO UMA COBRA VEIO EM SUA DIREÇÃO. SABENDO QUE A INTENÇÃO DA COBRA ERA DEVORÁ-LO, ENGOLINDO-O INTEIRINHO, TEVE UMA IDÉIA E DISSE PARA A COBRA, ANTES QUE ESSA O ABOCANHASSE.
_ SENHORA COBRA, SABIAS QUE SAPO EXPELE UM VENENO DO PÉ QUE PODE LEVAR A MORTE? CREIO QUE NÃO DEVIAS ME ENGOLIR.
A COBRA OUVINDO O QUE O SAPINHO DIZIA, PÔS-SE A PENSAR. ORA, ELA JÁ HAVIA ENGOLIDO CENTENAS DE SAPOS E AINDA NÃO HAVIA SIDO ENVENENADA. PORQUE AGORA ESTE SAPINHO VINHA COM ESTA CONVERSA?
O SAPINHO, VENDO QUE SUA MENTIRA NÃO IA COLAR, CHAMOU O PEIXE E LHE PERGUNTOU:
_SENHOR PEIXE, NÃO É QUE SOLTO VENENO DO MEU PÉ?
O PEIXE NÃO SABIA,
ENTÃO O PEIXE FOI PERGUNTAR AO JACARÉ.
_SENHOR JACARÉ, O SAPO SOLTA VENENO DO PÉ?
O JACARÉ NÃO SABIA,
O QUE PEIXE TAMBÉM NÃO SABIA
ENTÃO O JACARÉ RESOLVEU PERGUNTAR À CAPIVARA
_SENHORA CAPIVARA, O SAPO SOLTA VENENO DO PÉ?
A CAPIVARA NÃO SABIA,
O QUE O JACARÉ NÃO SABIA
O QUE O PEIXE TAMBÉM NÃO SABIA

ENTÃO A CAPIVARA RESOLVEU PERGUNTAR AO HIPOPÓTAMO.
_ SENHOR HIPOPÓTAMO, O SAPO SOLTA VENENO DO PÉ?
O HIPOPÓTAMO NÃO SABIA,
O QUE A CAPIVARA NÃO SABIA,
O QUE O JACARÉ NÃO SABIA,
O QUE O PEIXE TAMBÉM NÃO SABIA,

ENTÃO O HIPOPÓTAMO RESOLVEU PERGUNTAR A TARTARUGA.
_ SENHORA TARTARUGA, O SAPO SOLTA VENENO DO PÉ?
A TARTARUGA NÃO SABIA,
O QUE O HIPOPÓTAMO NÃO SABIA,
O QUE A CAPIVARA NÃO SABIA,
O QUE O JACARÉ NÃO SABIA,
O QUE O PEIXE TAMBÉM NÃO SABIA,

ENTÃO A TARTARUGA ENTÃO RESOLVEU CHAMAR A MAMÃE DO SAPINHO.
_ SENHORA SAPA, O SAPO SOLTA VENENO DO PÉ?

A MAMÃE SAPO QUE NÃO GOSTA DE MENTIRAS E TAMBÉM NÃO SABENDO DA NOVA CONFUSÃO EM QUE O SAPINHO TINHA SE METIDO, LOGO RESPONDEU.
_ SAPO NÃO SOLTA VENENO DO PÉ.

QUEREM SABER COMO TERMINOU ESSA HISTÓRIA?

LÁ DO ALTO DE UMA ÁRVORE O BEM TE VI PÔS-SE A CANTAR.

O SAPO...O SAPO...
FICOU SEM O SEU CHULÉ,
A COBRA DE UM BOTE,
COMEU ATÉ SEU PÉ!
  
 AUTORIA: VANDA BERGER

domingo, 18 de dezembro de 2011

HISTÓRIA ACUMULATIVA - O MACACO E O ESQUILO

ERA UMA VEZ UM MACACO CHAMADO KIMI. KIMI MORAVA NA FLORESTA E ERA MUITO ESPERTO. TODOS OS ANIMAIS GOSTAVAM MUITO DELE. MAS, KIMI, APESAR DE TODOS GOSTAREM MUITO DELE, TINHA UM PROBLEMA. ACHAVA QUE ERA O ANIMAL MAIS ESPERTO DA FLORESTA POR SABER SUBIR MUITO BEM EM ÁRVORES. VIVIA DESAFIANDO O ESQUILO QUICO,  PARA VER QUEM  SUBIA MAIS RÁPIDO E MAIS ALTO NAS ÁRVORES. MAS, O ESQUILO QUICO, SEMPRE IGNORAVA OS DESAFIOS DE KIMI. ELE NÃO QUERIA COMPETIR COM NINGUÉM. KIMI DIZIA QUE ELE ESTAVA ERA COM MEDO DE PERDER, MAS, QUICO NEM LIGAVA.
ACONTECE QUE UM BELO DIA, O MACACO KIMI, COM MUITA FOME, SAIU À PROCURA DE BANANAS PARA ENCHER A SUA PANÇA. LOGO,  ENCONTROU UMA BANANEIRA COM UM BELO CACHO DE BANANAS E TODAS MADURINHAS, QUE ESTAVA BEM NO ALTO, MAS, BEM NO ALTO  DA BANANEIRA. A BANANEIRA HAVIA CRESCIDO TANTO...TANTO... QUE DEIXOU O CACHO MUITO...MUITO ALTO. TÃO ALTO, QUE NEM COM SEU MELHOR PULO, KIMI O ALCANÇARIA.
ENTÃO KIMI PENSOU...PENSOU... OLHOU À SUA VOLTA PROCURANDO ENCONTRAR OUTRA ÁRVORE POR PERTO PARA PULAR NO CACHO DA BANANEIRA. MAS, PARA SUA SURPRESA, NÃO HAVIA NENHUMA PRÓXIMA, O SUFICIENTE, PARA QUE KIMI PUDESSE SALTAR NO CACHO DA BANANEIRA E FINALMENTE CONSEGUIR PEGAR AS BANANAS. MESMO ASSIM, DO CHÃO SALTOU ALGUMAS VEZES E NADA. SEU SALTO NÃO O LEVAVA NEM PRÓXIMO DAS BANANAS.
ENTÃO PROCUROU ALGUMA COISA PARA ENCOSTAR NA BANANEIRA, PARA  SUBIR E SALTAR. VIU UM GALHO SECO, CAIDO AO CHÃO.
_ESSE GALHO PODE SERVIR. PENSOU KIMI.
ENCOSTOU O GALHO BEM PERTO DA BANANEIRA E AFASTOU-SE PARA CONSEGUIR IMPULSO PARA UM SALTO BEM ALTO. ENTÃO, COMEÇOU UMA CORRERIA E SALTOU NO GALHO. COITADO DO KIMI! O GALHO QUEBROU E ELE SÓ CONSEGUIU ALGUNS ARRANHÕES PELO CORPO.
KIMI OLHOU PARA AQUELAS BANANAS TÃO MADURINHAS PENSANDO.
_SERÁ QUE NÃO VOU CONSEGUIR PEGÁ-LAS?
OLHOU NOVAMENTE EM VOLTA PROCURANDO ALGUMA OUTRA COISA QUE PUDESSE AJUDÁ-LO NAQUELA SITUAÇÃO. MAS, NÃO TEVE NENHUMA OUTRA IDÉIA.
ENTÃO MUITO TRISTE E AINDA COM FOME, DESISTIU DAS BANANAS E SENTOU-SE À BEIRA DO CAMINHO E CHOROU E CHOROU. DE REPENTE, UM LEÃO RUGINDO COM SUA VOZ DE TROVÃO SAIU DA FLORESTA. APROXIMOU-SE E PERGUNTOU:
_ OLÁ KIMI, POR QUE VOCÊ ESTÁ TÃO TRISTE?
_ HÁ SENHOR LEÃO, EU ESTOU CHORANDO PORQUE NÃO CONSIGO PEGAR AS BANANAS DA BANANEIRA.
_ ORA, SÓ POR ISSO?
_DEIXA QUE EU TIRO AS BANANAS DA BANANEIRA.
_ MUITO OBRIGADA SEU LEÃO. DISSE KIMI MUITO CONTENTE.

O LEÃO QUE ACHAVA SER O ANIMAL MAIS FORTE DA FLORESTA, TINHA CERTEZA QUE CONSEGUIRIA PEGAR AS BANANAS DA BANANEIRA. OLHOU A BANANEIRA E VENDO O CACHO BEM LÁ NO ALTO LEVANTOU-SE NAS PATAS DIANTEIRAS, PROCURANDO ALCANÇAR AS BANANAS. MAS, NÃO CHEGOU NEM PERTO DE ALCANÇA-LAS. ENTÃO OLHOU PARA KIMI E DISSE:
_ BANANA, BANANEIRA, SÓ TERÁS SE FOR A FEIRA!
DITO ISSO, SENTOU-SE PERTO DO MACACO E CHOROU E CHOROU.
DE REPENTE, PELO MEIO DOS ARBUSTOS APARECEU UMA RAPOSA COM SUA CAUDA FELPUDA, BALANÇANDO –A PARA LÁ E PARA CÁ.
_OLÁ SENHOR LEÃO, PORQUE CHORAS TANTO? PERGUNTOU A RAPOSA.
_EU ESTOU CHORANDO, PORQUE O MACACO ESTÁ CHORANDO E O MACACO ESTÁ CHORANDO, PORQUE NÃO CONSEGUE PEGAR AS BANANAS DA BANANEIRA.
_ORA...ORA...SÓ POR ISSO? DEIXA QUE EU PEGO AS BANANAS DA BANANEIRA.
ENTÃO, A RAPOSA QUE ACREDITAVA SER A MAIS ESPERTA DA FLORESTA, EMPINOU-SE TODA, ESTICOU O  RABO FIRMANDO-SE NELE PROCURANDO ALCANÇAR AS BANANAS. MAS, NÃO CHEGOU NEM PERTO DE ALCANÇÁ-LAS. OLHOU PARA O MACACO E DISSE:
_ BANANA, BANANEIRA, SÓ TERÁS SE FOR À FEIRA!
DITO ISSO, SENTOU-SE PERTO DO LEÃO E CHOROU E CHOROU.
MAS, DO MEIO DO MATO, BEM AO LONGE, VIRAM UM COELHO QUE VINHA PULANDO COM SUAS ORELHAS ESTICADAS E SEU FOCINHO ROSADO A TREMILICAR. CHEGANDO PERTO DOS TRÊS AMIGOS, QUE CHORAVAM SENTADOS À BEIRA DO CAMINHO, O COELHO PERGUNTOU?
_ OLÁ SENHORA RAPOSA. PORQUE CHORAM TANTO?
_EU ESTOU CHORANDO, PORQUE O LEÃO ESTÁ CHORANDO, O LEÃO ESTÁ CHORANDO, PORQUE O MACACO ESTÁ CHORANDO EO MACACO ESTÁ CHORANDO, PORQUE NÃO CONSEGUE PEGAR AS BANANAS DA BANANEIRA.
_ ORA...SÓ POR ISSO? DEIXA QUE EU PEGO AS BANANAS DA BANANEIRA.
ENTÃO, O COELHO QUE ACHAVA SER O ANIMAL MAIS ÁGIL DA FLORESTA, ESTICOU AINDA MAIS SUAS ORELHAS, TREMILICOU AINDA MAIS SEU FOCINHO ROSADO E DEU UM SALTO PROCURANDO ALCANÇAR AS BANANAS DA BANANEIRA. MAS, NÃO CHEGOU NEM PERTO DE ALCANÇÁ-LAS. OLHOU PARA O MACACO E DISSE:
_ BANANA, BANANEIRA, SÓ TERÁS SE FOR À FEIRA!
DITO ISSO, SENTOU-SE PERTO DA RAPOSA E CHOROU E CHOROU.
DE REPENTE, NO MEIO DAS ÁRVORES VIRAM O ESQUILO QUICO QUE, VELOZ COMO ELE SÓ, SUBIA  E DESCIA DAS ÁRVORES. VENDO OS AMIGOS QUE CHORAVAM, SE APROXIMOU E PERGUNTOU.
_ OLÁ SENHOR COELHO, PORQUE CHORAM TANTO?
_ EU ESTOU CHORANDO, PORQUE A RAPOSA ESTÁ CHORANDO, A RAPOSA ESTÁ CHORANDO, PORQUE O LEÃO ESTÁ CHORANDO, O LEÃO ESTÁ CHORANDO, PORQUE O MACACO ESTÁ CHORANDO E O MACACO ESTÁ CHORANDO PORQUE NÃO CONSEGUE PEGAR AS BANANAS DA BANANEIRA.
_ ORA...ORA...SÓ POR ISSO? DEIXA QUE EU PEGO AS BANANAS DA BANANEIRA.
RÁPIDO COMO ELE SÓ, O ESQUILO QUICO DEU UM SALTO E SUBIU NA BANANEIRA ALCANÇANDO E JOGANDO UMA  BANANA PARA O CHÃO. O LEÃO QUE NÃO GOSTAVA DE BANANAS E NÃO SE SENTINDO MAIS TÃO FORTE COMO ANTES, SAIU RAPIDINHO EMBRENHANDO-SE NA FLORESTA. A RAPOSA, QUE JÁ NÃO PENSAVA SER A MAIS ESPERTA DA FLORESTA, SUMIU POR ENTRE OS ARBUSTOS, O COELHO QUE ATÉ GOSTAVA DE BANANAS, MAS, ENVERGONHADO POR NÃO SER TÃO ÁGIL, COMO SEMPRE ACREDITOU, SUMIU NO MEIO DO MATO E O ESQUILO...HÁ, ESTE FICOU EM CIMA DA BANANEIRA COMENDO AS BANANAS DO CACHO E O MACACO KIMI LÁ EMBAIXO SE LAMENTAVA.
_ BANANA, BANANADA, DESSE JEITO SOBRA NADA!

Uma estrelinha no céu brilhou e a história acabou. Quem gostou? Comente!

AUTORIA: VANDA BERGER.